sexta-feira, 13 de junho de 2008

Asè de Fala



Bem esse assunto causa muita polemica entre os “Orkutianos” tendo diversos tópicos em comunidades de Religião de Matriz África do Estado do Rio Grande do Sul, uns são contra e dizem ser uma maldade que Orixá que é Orixá não precisa passar por esses tipos de provas, que o Orixá mostra sua veracidade no dia a dia dando boas condições ao filho e saúde e que a prova do Orixá foi inventado aqui no Brasil, que na África nunca ouve esse tipo de prova e por ai vai... (para maior entendimento os Orixás quando nascem no Batuque não tem a liberação para falar e ou cantar seus Orins.) A liberação da fala do Orixá só é dada pelo Babalorixá ou Yalorixá do cavalo de santo após a feitura de todo Orumalé e Ases de Obé e Ifá e depois de determinado tempo estipulado pelo Baba ou Yia. O Baba ou Yia , após consulta aos Búzios devem também perguntar ao próprio Orixá ocupado no cavalo de santo se ele já esta apto a receber a liberação de sua Fala. A Fala consiste em uma cerimônia onde os Orixás passam por algumas “provas” tendo que comer alguns Ebos e etc, com a presença alguns Babalorixás e Yalorixás de outros Ilés que serviram de testemunhas do Asé de Fala, se o Orixá cumprir com esta obrigação o Baba ou Yia liberam sua Fala, a partir daí o Orixá ocupado em seu cavalo de santo poderá falar com as pessoas e cantar os Orins.
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Claro que o Orixá prova sua veracidade no dia a dia, mas a prova que o Orixá tem que passar no Asè de fala, é fundamento não é coisa inventada, e de grande importância para que as pessoas de má fé ,não mistificarem nossa Religião. Estas provas tem origem na África mais precisamente na região Povos dos Fons dentre algumas das provas realizadas sito Prova de Zó, (Zó = Fogo – dialeto Fon) É comum no culto Jeje provar o poder dos Voduns quando estes estão ocupados em seus iniciados.
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A seguir, descrevo uma Prova do Zô feita com uma vodunse feita para Sogbô, um vodun que assemelha-se ao Xangô do Yorubás: Pierre Fatumbi Verge
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Num determinado momento entra no salão uma panela de barro, fumegante, exalando cheiro forte de dendê borbulhante, contendo dentro alguns pedaços de ave sacrificada para o vodun. Sogbô adentra o salão com fúria de um raio, os olhos bem abertos e tomando a iniciativa vai até a panela, onde mergulha as mãos por algum tempo. Em seguida, exibe para todos os pedaços da ave. É um momento de profunda emoção gerando grande comoção por parte dos outros iniciados que respondem aquele ato entrando em estado de transe com seus voduns.
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Mas o certo mesmo é que hoje temos milhares de cavalos de santo no Batuque e dentre eles alguns dançando com seus “caboclinhos”, e outros são eles mesmo querendo aparecer ”bobiando”como diriam alguns Babas e Yias antigos. Mas temos sim muitos Orixás verdadeiros tanto de gente antiga quanto nova e todos passaram pelo Asè de Fala. O que me causa grande estranheza é ver as pessoas questionando o asé de fala , sendo que a preocupação é do Orixá, se Orixá é Orixá não terá problema algum, quando as pessoas não sabiam que se ocupavam não existia esse tipo de preocupação, mas hoje ta tudo moderno mudaram os conceitos e estão adaptando a Religião a sua vontade enfim ao seu bel prazer ao invés de se adaptar aos seus fundamentos e tradições. Meus respeito para aqueles que matem em evidência os fundamentos e tradições de nossa Religião.

Mawu-Lisa e na Che nu we! Que Mawu-Lisa nos abençoe! Mawu na biy – “Deus vai ajudar”

2 comentários:

Gilson disse...

Explendido

Anônimo disse...

são charlatães que falam que o orixá não prova,diz isso pra eles... as provas e principalmente a de zo,são muito importandes tanto pra cepticos,quanto a veracidade da religião.gostaria de saber mais sobre outras provas